A partir desta quinta-feira, dia 3, a União Europeia interrompe oficialmente a importação de carnes bovina e de aves produzidas no Brasil. O anúncio, feito pela Comissão Europeia na última segunda-feira, marca um momento de tensão nas relações comerciais entre o bloco e o setor agropecuário brasileiro, gerando expectativas sobre quando o fluxo de vendas será normalizado.
A medida de suspensão está diretamente ligada a novas normas sanitárias europeias que restringem o uso de antibióticos na pecuária. O bloco proíbe que substâncias antimicrobianas sejam utilizadas para acelerar o crescimento dos animais ou elevar a produtividade, focando em preservar medicamentos essenciais para humanos. O Brasil foi retirado da lista de países autorizados em maio por não comprovar, dentro do prazo, que o setor estava adequado a estas exigências específicas.
Além das carnes, a restrição também abrange a importação de ovos e mel brasileiros, produtos que seguem sob auditoria com conclusão prevista para o dia 4 de setembro. Enquanto a expectativa é de que o mercado de aves possa ser liberado nas próximas semanas, caso as adequações sejam aprovadas, a carne bovina deve exigir um prazo maior devido à extensão dos ciclos de produção animal, segundo informou o órgão europeu.
É importante ressaltar que a Comissão Europeia esclareceu que a decisão não decorre de contaminação ou problemas de saúde nos produtos brasileiros, mas sim da ausência de documentação que comprove a conformidade com as leis do bloco. Autoridades brasileiras mantêm diálogo com o Executivo europeu para sanar as pendências. Ainda não há um calendário definido para que as exportações retornem à normalidade total.

