O candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), declarou em entrevista na última quinta-feira, 3 de setembro, que pretende privatizar empresas estatais caso seja eleito. O plano inclui nomes como Petrobras e Correios, seguindo uma agenda de redução da participação do Estado na economia que, segundo o candidato, já foi aplicada durante sua gestão em Minas Gerais.
Durante a sabatina, Zema afirmou que deseja privatizar companhias que considera operacionais. No entanto, o candidato fez ressalvas importantes, excluindo da lista instituições como a Caixa Econômica Federal, o BNDES e a Embrapa, além de áreas estratégicas como escolas e forças policiais, que permaneceriam sob controle estatal caso sua proposta seja implementada.
Para justificar a medida, Zema citou sua experiência como governador de Minas Gerais, onde afirmou ter vendido ou cedido participações em 118 empresas, a exemplo da Copasa, ao longo de sete anos e meio de mandato. O candidato pontuou que os recursos obtidos nessas operações foram essenciais para a recuperação das finanças estaduais e para o financiamento de novos investimentos públicos.
Apesar da declaração, o plano para o governo federal ainda carece de detalhes técnicos. Durante a entrevista, o candidato não apresentou estudos sobre os impactos fiscais e econômicos específicos de uma possível privatização da Petrobras, nem descreveu o cronograma ou os métodos que seriam utilizados para conduzir um processo de desestatização dessa dimensão em âmbito nacional.
