Os Estados Unidos estabeleceram uma tarifa de 50% sobre uma série de importações vindas do Canadá, medida que entrou em vigor na madrugada deste último sábado, dia 22 de agosto. A decisão foi tomada após o fracasso nas negociações comerciais entre os dois países, encerradas na sexta-feira anterior, e impacta um volume de mercadorias avaliado em cerca de US$ 20 bilhões.
A nova taxação baseia-se na Seção 338 da lei comercial americana. O governo dos EUA e autoridades canadenses, incluindo o primeiro-ministro Mark Carney, tentaram chegar a um consenso durante três dias de reuniões em Washington, que contaram com a presença de Dominic LeBlanc, ministro responsável pelas relações comerciais do Canadá, e Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos. Contudo, as conversas foram suspensas sem um acordo final.
Segundo o governo canadense, as mudanças solicitadas pelos americanos na fase final das tratativas tornaram os termos propostos economicamente inviáveis. O primeiro-ministro Mark Carney já sinalizou que o Canadá pretende reagir à medida na mesma proporção. Essas tarifas incidem sobre produtos que poderiam ter tratamento preferencial e se somam a outras taxas já existentes sobre itens como aço, madeira e automóveis.
O cenário gera preocupação para a economia do Canadá, que vive um momento de recuperação frágil. A imposição dessas tarifas eleva a tensão na relação comercial entre os dois vizinhos e adiciona um obstáculo relevante para futuras negociações. O mercado agora aguarda os próximos desdobramentos sobre como Ottawa responderá oficialmente e quais serão os impactos de longo prazo para o comércio transfronteiriço.

