O candidato ao governo da Paraíba, Cícero Lucena (MDB), protocolou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) junto ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). O processo questiona a legalidade de contratações de servidores temporários realizadas pelo Governo do Estado ao longo do ano de 2026, levantando questionamentos sobre o pleito atual.
A peça judicial direciona-se contra o atual governador Lucas Ribeiro (PP), que busca a reeleição, e o ex-governador João Azevêdo (PSB), que concorre ao Senado. Segundo a acusação formalizada pela campanha de Cícero, o volume de admissões realizadas durante o período eleitoral pode configurar abuso de poder político e econômico, além de possíveis condutas vedadas pela legislação vigente.
Para sustentar a denúncia, a ação utiliza dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), apontando a inclusão de 6.547 novos servidores temporários na folha de pagamento até julho de 2026. O documento detalha que a Secretaria de Estado da Educação responde por grande parte dessas contratações, concentrando 5.103 dos vínculos, majoritariamente sob a nomenclatura de “Prestador Apoio”.
Além de dados sobre pessoal, a petição aponta um crescimento de 16,33% nas despesas mensais com servidores entre junho de 2025 e julho de 2026, com gastos subindo de R$ 923,3 milhões para R$ 1,13 bilhão. O processo pede a inelegibilidade dos envolvidos por oito anos e a cassação dos registros ou diplomas dos candidatos, caso o TRE-PB reconheça as irregularidades apontadas na ação.

