Um juiz de João Pessoa condenou o influenciador digital Hytalo Santos e seu esposo Israel Natã Vicente a penas de prisão por exploração sexual de adolescentes. A decisão, tomada no dia 21 de fevereiro de 2026, atribui a Hytalo 11 anos de prisão e a Israel oito anos. Além disso, o casal deverá pagar R$ 500 mil em indenização por danos morais, em processo que envolve a monetização de conteúdos com exploração sexual. O caso destaca a gravidade de usar a internet para fins ilegais e os impactos para as vítimas.
De acordo com a sentença, Hytalo produzia e divulgava vídeos com conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes, situações que o juiz classificou como um “reality show” com temática adulta, expondo os jovens a riscos severos. A justiça apontou que o influenciador, aproveitando sua fama, liderava a prática criminosa visando lucro e aumento do público em suas redes sociais. O magistrado enfatizou o dolo intenso na conduta de Hytalo e destacou sua responsabilidade central no esquema.
Além da detenção, o juiz explicou que a exposição das vítimas causou danos irreparáveis, pois as adolescentes foram transformadas em “objetos sexuais” diante de milhões de seguidores. Essa exposição virtual cria uma marca negativa difícil de eliminar, perpetuando o estigma social contra elas. O caráter permanente da internet reforça a gravidade das consequências para esses jovens, que carregam um rótulo depreciativo perante a sociedade.
O processo ainda permite recurso da defesa, mas a decisão inicial reforça o combate à exploração sexual infantil na internet. A pena e a indenização refletem a tentativa da justiça de responsabilizar quem se aproveita da vulnerabilidade de menores para obter ganhos financeiros e fama. Essa sentença demonstra o cuidado das autoridades em proteger adolescentes contra práticas criminosas e prevenir futuras violações similares nas plataformas digitais.

