A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca extinguir a jornada de trabalho na escala 6×1 no Brasil enfrenta um novo entrave no Senado Federal. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), manteve o texto sob análise da Mesa Diretora, impedindo que a matéria siga para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o que tem gerado incertezas sobre o futuro da medida.
A tramitação de uma PEC exige etapas burocráticas específicas antes de chegar ao plenário, sendo a CCJ o primeiro passo para avaliar a constitucionalidade do texto. Atualmente, a proposta está centralizada na Mesa Diretora, sem previsão de despacho para o colegiado responsável pelo debate inicial. O senador Otto Alencar (PSD-BA), que preside a CCJ, confirmou que ainda não recebeu orientações sobre quando o projeto chegará à comissão para análise.
O processo de discussão foi afetado pelo cancelamento de uma reunião entre Alcolumbre e Otto Alencar, que deveria ocorrer nesta semana. Além disso, a tradicional reunião de líderes, espaço onde as pautas do Senado são organizadas, não foi realizada. Embora o presidente do Senado tivesse mencionado anteriormente que o tema seria incluído na pauta do encontro de lideranças, a promessa ainda não se concretizou, mantendo o impasse legislativo.
Sem uma definição clara sobre o cronograma de votação, a proposta permanece em compasso de espera no Senado. A expectativa de parlamentares e da sociedade civil agora se volta para os próximos despachos da Mesa Diretora, que definirá se o texto avançará para as comissões ou se continuará retido. Não há, até o momento, uma nova data agendada para discussões formais sobre o tema entre os líderes partidários.

