O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, oficializou nesta segunda-feira (27/7) sua candidatura à Presidência da República pelo Partido Novo. O anúncio ocorreu durante a convenção nacional da sigla, realizada em Brasília, com a presença do presidente do partido, Eduardo Ribeiro. A definição marca o início da campanha do político mineiro, que ainda busca um nome para compor sua chapa como vice-presidente.
Durante o evento, Zema concentrou seu discurso em críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT, além de manifestar fortes ressalvas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em suas falas, o candidato defendeu uma postura de oposição ao atual governo federal e propôs medidas rígidas na área da segurança pública, como o enquadramento de facções criminosas como terroristas e a construção de um presídio de segurança máxima na região da Amazônia.
O cenário político para o candidato é acompanhado de perto, especialmente após a divulgação da pesquisa BTG/Nexus, que aponta um empate técnico entre Zema e o atual presidente em um eventual segundo turno. O Partido Novo destacou a trajetória de Zema à frente do governo mineiro como o principal argumento de sua campanha, enfatizando a gestão baseada na austeridade fiscal e nos princípios do liberalismo econômico, características que marcaram sua passagem pelo Executivo estadual.
O futuro da chapa presidencial segue em aberto, já que o nome do vice ainda não foi definido pela legenda. Zema chegou a mencionar a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o empresário Geraldo Rufino como possibilidades, mas ambas as opções não se concretizaram. A expectativa é que o partido defina o nome que acompanhará o mineiro na corrida eleitoral nos próximos passos do processo eleitoral, mantendo o projeto de candidatura própria do Novo.

