Uma família em Patos, no Sertão paraibano, expressou preocupação após uma paciente diabética ter recebido uma quantidade de agulhas para insulina inferior à habitual. O caso, registrado nesta semana, levanta questionamentos sobre o fornecimento de insumos básicos na rede municipal de saúde e o impacto direto no tratamento de pacientes dependentes de insulina.
Segundo o relato, a paciente, que utiliza insulina duas vezes ao dia, costumava retirar 60 agulhas por mês, correspondendo à necessidade de uma unidade por aplicação. No entanto, em setembro, a Farmácia Básica disponibilizou apenas 30 unidades. A família afirma ter sido orientada a reutilizar o material, o que gerou insegurança sobre a manutenção do tratamento e os riscos de contaminação.
A reutilização de materiais descartáveis é apontada pela família como um procedimento inadequado, citando o risco de infecções e a presença de resíduos de insulina no dispositivo. Diante da situação, os familiares buscaram os responsáveis pelo setor para tentar regularizar a quantidade de insumos, sendo informados de que uma análise sobre a demanda poderia levar até cinco dias úteis.
Por sua vez, a Coordenação das Farmácias Básicas de Patos esclareceu que a entrega dos insumos segue as orientações e critérios estabelecidos pela Secretaria de Estado da Saúde. O cenário gera expectativa sobre possíveis ajustes no protocolo de distribuição para assegurar que pacientes recebam o material necessário conforme a prescrição médica.
