Uma força-tarefa composta pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e pelo Ministério da Fazenda retirou do ar 506 sites com indícios de oferta irregular de apostas online. A medida ocorre logo após a edição de uma Medida Provisória (MP) que proibiu a operação de bets no Brasil. O governo agora intensifica o monitoramento no ambiente digital para assegurar o cumprimento das novas regras e evitar que a atividade persista por meio de caminhos alternativos.
O trabalho de fiscalização é conduzido pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), que identificou que anúncios de apostas continuavam ativos em plataformas como Google, Meta e TikTok. Esses conteúdos prometiam bônus financeiros para atrair novos usuários. De acordo com o ministério, a MP estabeleceu um prazo de dez dias para a remoção de propagandas que já estavam em circulação, sendo proibida a criação de novos anúncios durante esse período.
Além dos sites derrubados, as autoridades vigiam 43 canais e grupos no aplicativo Telegram, que reúnem mais de 212 mil participantes. Nessas redes, foram encontradas promessas de altos retornos financeiros, uso de “robôs” para apostas e alegações de taxas de sucesso elevadas. O governo busca identificar os responsáveis por essas práticas, que muitas vezes utilizam nomes de páginas falsos e links mascarados para ocultar o destino real do tráfego e evitar a fiscalização.
A estratégia das autoridades visa impedir que as empresas de apostas contornem a proibição oficial migrando para redes sociais ou plataformas hospedadas fora do país. O cenário atual mostra um desafio contínuo para o setor público, especialmente após a identificação de centenas de novos sites de apostas sem registro no Brasil surgidos nos últimos dias. O monitoramento permanece ativo para identificar e agir contra novas tentativas de oferta irregular no mercado digital.
