O governo federal apresentou, nesta segunda-feira (31), o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) para 2027. O documento, que estabelece o planejamento das despesas e a estimativa de arrecadação da União, marca o primeiro orçamento elaborado pela atual gestão com a previsão de um superávit primário, o que significa que o governo projeta arrecadar mais do que gastar.
Este projeto orçamentário não será executado pelo governo atual, mas sim pelo próximo governante, que será escolhido nas eleições de outubro. Para que as diretrizes entrem em vigor a partir de janeiro de 2027, o texto precisa ser obrigatoriamente votado e aprovado pelo Congresso Nacional até o dia 31 de dezembro deste ano.
A proposta prevê um superávit de R$ 18,6 bilhões, valor que representa 0,13% do Produto Interno Bruto (PIB). Caso o resultado seja alcançado, o Brasil registrará o seu primeiro saldo positivo nas contas públicas desde 2022. Historicamente, o cenário tem sido de déficit nos últimos doze anos, com exceção apenas do ano de 2022, quando o resultado positivo ocorreu devido a mudanças no pagamento de precatórios.
O alcance dessa meta dependerá da execução orçamentária do próximo gestor e do comportamento da economia ao longo de 2027. O planejamento é acompanhado de perto pelo mercado e por parlamentares, dado que o país acumulou resultados negativos em onze dos últimos doze anos, incluindo as projeções para o encerramento do exercício de 2026.
