O Governo Federal anunciou, nesta quarta-feira (12), o lançamento do Plano Nacional de Logística (PNL), uma estratégia de longo prazo que prevê investimentos de R$ 1 trilhão em infraestrutura até 2050. O projeto abrange áreas rodoviárias, ferroviárias e aquaviárias, visando modernizar a rede logística brasileira e elevar a eficiência do transporte de cargas no país ao longo das próximas décadas.
O plano busca reduzir a dependência excessiva das rodovias, que hoje concentram 62% do transporte de cargas nacional. Segundo o ministro dos Transportes, George Santoro, a meta é ampliar a participação das ferrovias na matriz de transporte de 19% para pelo menos 35% até 2050. A ideia central é otimizar o uso de cada modal, destinando rodovias para trajetos menores e ferrovias para o transporte de cargas de longa distância.
A iniciativa prevê 31 eixos de investimentos, sendo 12 rodoviários, 8 ferroviários, 4 aquaviários e 7 intermodais. O objetivo principal é diminuir o custo logístico brasileiro, que atualmente consome mais de 15% do PIB, superando significativamente a média mundial de 7%. Estão previstas expansões importantes, como a Ferrovia Norte-Sul e melhorias nas ferrovias Transnordestina, Fico e Fiol, além de novos terminais portuários em diversas regiões.
Para viabilizar o montante, o governo planeja que 60% dos recursos venham da iniciativa privada através de concessões e parcerias público-privadas, enquanto o Estado arcará com os 40% restantes. O plano também considera estratégias para superar gargalos de licenciamento ambiental e utiliza renegociações de contratos ferroviários já existentes para financiar a expansão da malha nacional sem depender exclusivamente do Tesouro.
