O Grupo Casas Bahia iniciou negociações para obter novas linhas de financiamento, um passo fundamental após o avanço do seu processo de recuperação judicial. A expectativa da companhia é fechar a primeira etapa desse aporte financeiro em até 30 dias. O movimento é essencial para garantir o fluxo de caixa e a continuidade das operações da varejista no mercado brasileiro.
Para viabilizar o recurso, a empresa trabalha com a modalidade conhecida como financiamento DIP (debtor-in-possession). Na prática, esse tipo de crédito é destinado a empresas em recuperação judicial para cobrir gastos urgentes do dia a dia, como pagamentos de salários, contas de energia e obrigações com fornecedores essenciais. O objetivo é manter o funcionamento básico da rede enquanto o plano de reestruturação é discutido com os credores.
A negociação mais avançada ocorre com o banco Itaú Unibanco, com um valor previsto de R$ 200 milhões. Inicialmente, a companhia planejava captar R$ 1 bilhão em uma única operação, mas optou por dividir o processo em rodadas menores para facilitar os trâmites. Além do Itaú, o grupo mantém conversas com pelo menos outras cinco instituições financeiras, pois estima que precisará de pelo menos mais duas operações similares para manter suas atividades plenamente operacionais.
O processo conta com o amparo do “stay period”, um período de suspensão de cobranças e execuções judiciais contra a empresa, garantido pela Justiça. Essa medida visa proteger o patrimônio da rede contra bloqueios financeiros e garantir a manutenção de contratos indispensáveis. Com esses novos créditos, a empresa busca estabilizar seu cenário financeiro após o pedido de recuperação judicial apresentado em agosto de 2026.
