O mercado financeiro brasileiro enfrentou dias de forte turbulência após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, resultando em perdas históricas para o principal índice da bolsa brasileira, a B3. Na sexta-feira, dia 30 de outubro de 2026, o Ibovespa fechou em queda de 0,75%, aos 167.921,80 pontos, completando cinco pregões consecutivos de baixa e acumulando um recuo semanal de 18,12%.
Essa forte desvalorização representou a maior perda semanal registrada pelo índice desde março de 2020. Ao longo desses cinco dias de forte pressão vendedora, a bolsa perdeu cerca de 37,2 mil pontos e precisou acionar um circuit breaker na segunda-feira, dia 26, mecanismo de segurança que suspende os negócios quando as perdas ultrapassam limites estabelecidos. Com o resultado negativo, o ganho acumulado no ano, que havia chegado a quase 30%, despencou para cerca de 4%.
Levantamento da Elos Ayta com dados da B3 mostrou que a queda de 18,12% configurou a quinta maior desvalorização semanal do Ibovespa desde o lançamento do Plano Real, em julho de 1994. O patamar igualou a retração observada na semana dos atentados de 11 de setembro de 2001. Crises históricas anteriores, como a asiática em 1997, a quebra do banco Lehman Brothers em 2008 e o início da pandemia de Covid-19 em 2020, completam o ranking das maiores quedas da história do mercado nacional.
A grande diferença em relação a esses episódios anteriores é que o principal motivador da recente instabilidade teve origem doméstica. A vitória nas urnas contrariou as expectativas de parte dos investidores que apostavam em uma mudança na condução da política econômica, elevando a percepção de risco fiscal. No fechamento da semana, as ações do setor bancário voltaram a pressionar negativamente o pregão, enquanto o volume financeiro negociado na sexta-feira alcançou R$ 31,4 bilhões.
