A Promotoria do estado da Flórida, nos Estados Unidos, anunciou a emissão de um mandado de prisão contra o ex-presidente de Cuba, Raúl Castro. A medida está relacionada a uma acusação formal de assassinato e conspiração para cometer homicídio em primeiro grau, um desdobramento que volta a atrair atenção internacional para um episódio ocorrido há quase três décadas.
O caso diz respeito ao abate de duas aeronaves pertencentes ao grupo humanitário Hermanos al Rescate, ocorrido em 24 de fevereiro de 1996. Segundo o promotor da Flórida, James Uthmeier, o ex-líder cubano teria ordenado a derrubada dos aviões, que eram operados por exilados cubanos. A operação, realizada por caças MiG-29 da Força Aérea de Cuba, aconteceu em espaço aéreo internacional.
O incidente de 1996 resultou na morte de quatro pilotos que realizavam missões de assistência. As autoridades da Flórida afirmam que as novas acusações estaduais buscam justiça pela perda dessas quatro vidas. O caso, que já possuía histórico de investigações federais anteriores, coloca novamente em evidência as tensões diplomáticas e jurídicas envolvendo o histórico entre os Estados Unidos e o governo cubano.
Em resposta aos anúncios recentes, o governo cubano, por meio do chanceler Bruno Rodríguez, declarou que as acusações não possuem fundamento jurídico. O cenário atual mantém as atenções voltadas para como os trâmites legais prosseguirão diante da medida emitida pelo sistema judiciário da Flórida, enquanto o episódio permanece como um ponto sensível nas relações entre os dois países.
