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Leite de cabra em pó abre nova perspectiva econômica para o campo na Paraíba

Projeto discutido por Lucas Ribeiro e Wellington Dias prevê indústria no Curimataú e investimento inicial de R$ 6 milhões para aquisição e distribuição do produto.

A caprinocultura paraibana pode ganhar uma nova escala de produção e mercado com a fabricação de leite de cabra em pó no estado. O projeto foi discutido nesta quinta-feira (27), durante encontro do governador em exercício Lucas Ribeiro com o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, na Granja Santana, em João Pessoa.

A primeira indústria está sendo desenvolvida em Casserengue, no Curimataú, região onde a criação de caprinos tem forte presença na agricultura familiar. A iniciativa pretende ampliar a durabilidade do leite, facilitar o armazenamento e o transporte, além de abrir novas possibilidades de comercialização para os produtores.

O investimento inicial será de R$ 6 milhões, dividido igualmente entre os governos da Paraíba e Federal. Os recursos serão destinados à primeira compra do leite em pó, que será distribuído às famílias por meio do Programa de Aquisição de Alimentos, na modalidade Compra com Doação Simultânea.

Na prática, o projeto conecta duas necessidades importantes: garantir mercado para quem produz e fortalecer a segurança alimentar de famílias em situação de vulnerabilidade. A industrialização também reduz a dependência da venda imediata do leite fresco, um dos principais desafios enfrentados pelos pequenos criadores.

“A nossa caprinocultura tem sido um vetor de desenvolvimento, gerando emprego e renda. É um segmento que tem recebido o apoio do Governo do Estado e do Governo Federal, com programas como o PAA Leite”, afirmou Lucas Ribeiro.

Durante a reunião, Wellington Dias destacou o desempenho da Paraíba na execução do PAA Leite e a contrapartida financeira oferecida pelo estado. O ministro também chamou a atenção para a importância do leite caprino como alternativa alimentar, especialmente para pessoas que apresentam intolerância ao leite de vaca.

A secretária de Estado do Desenvolvimento Humano, Neide Nunes, ressaltou que a fabricação do leite em pó pode ajudar a manter famílias no campo, movimentar a economia das pequenas cidades e ampliar o alcance das políticas de combate à fome.

O encontro também tratou dos efeitos das mudanças climáticas sobre o Semiárido paraibano, tema diretamente relacionado à sustentabilidade da produção rural. Participaram da reunião o secretário-executivo de Mudanças Climáticas, Luiz Nunes, e a coordenadora de projetos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Joanne Santana.

Mais do que instalar uma fábrica, a proposta representa a possibilidade de transformar uma atividade tradicional do interior em uma cadeia produtiva mais estruturada. Quando o leite deixa de ser apenas produção diária e passa a ganhar tecnologia, conservação e mercado garantido, o pequeno criador também passa a enxergar um horizonte mais seguro dentro da própria terra.

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