O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuizou uma ação de improbidade administrativa contra o atual prefeito de Condado e a ex-secretária municipal de Ação e Promoção Social. A medida busca apurar suspeitas de irregularidades no uso do dinheiro público e o recebimento indevido de verbas, um caso que ganhou destaque após denúncias levadas ao órgão fiscalizador.
A investigação teve início em novembro de 2025, após uma denúncia enviada à Ouvidoria do MPPB. Segundo as acusações, a ex-secretária, que é esposa do prefeito, teria mantido o cargo público enquanto cursava Medicina em período integral em uma universidade particular localizada em Patos. O termo “improbidade administrativa” refere-se a condutas praticadas por agentes públicos que ferem os princípios da administração, como a honestidade e a moralidade.
Conforme detalhado pelo promotor de Justiça Caio Terceiro Neto Parente Miranda, o prefeito é acusado de causar prejuízo aos cofres públicos ao manter a companheira na pasta por um período de 14 meses. A alegação central é de que o gestor tinha conhecimento de que ela não conseguia exercer as atividades do cargo devido à incompatibilidade com seus estudos realizados em outra cidade, o que configuraria enriquecimento ilícito por parte da ex-secretária.
O caso segue agora os trâmites legais e está sendo conduzido pela 5ª Vara da Comarca de Patos, onde o processo corre para análise do Judiciário. A ação busca o esclarecimento dos fatos e a responsabilização dos envolvidos perante a lei, aguardando-se agora os próximos passos do desenrolar judicial sobre a conduta dos gestores citados.
