Receber um diagnóstico de câncer de mama envolve medos, dúvidas e mudanças que nenhuma mulher deveria enfrentar sozinha. Ter acesso ao tratamento, encontrar escuta e sentir-se acolhida fazem parte desse cuidado. É para essas necessidades que o Outubro Rosa chama a atenção, com uma mensagem que precisa permanecer além do mês de conscientização.
Na abertura da campanha, realizada nesta quinta-feira (1º), no Hospital da Mulher Dona Creuza Pires, em João Pessoa, histórias de pacientes deram sentido a essa mensagem. Presente no encontro, a primeira-dama do estado, Camila Mariz, destacou a importância do acolhimento e do acompanhamento das mulheres durante o tratamento.
“O que faz a diferença é o acolhimento e o relacionamento. Não há nada que nos dê mais alegria do que ouvir histórias de superação das pacientes”, afirmou.
Uma dessas histórias é a de Sônia dos Santos Bezerra, de 48 anos, moradora de Pilões. Ela realizou a primeira cirurgia reparadora de mama pelo Programa Paraíba Contra o Câncer e compartilhou o significado desse atendimento em sua vida.
“O Paraíba Contra o Câncer foi um divisor de águas na minha vida. É um trabalho e um cuidado integral e humanizado, que devolve a autoestima antes do planejado”, relatou.
O depoimento de Sônia ajuda a lembrar que cada paciente chega ao serviço de saúde com uma história, vínculos, responsabilidades e expectativas. Respeitar suas dúvidas, explicar cada etapa do atendimento e oferecer espaço para que ela fale sobre o que sente também são formas de acolher.
Promovida pela Secretaria de Estado da Saúde, a campanha prevê a ampliação do acesso a exames e assistência especializada. Durante a abertura, o secretário Ari Reis destacou a necessidade de garantir diagnósticos ágeis e atendimento completo às mulheres nas diferentes regiões da Paraíba.
Também participaram do encontro Tália Sales, secretária executiva de Gestão de Rede de Unidades de Saúde; Renata Quintans, ouvidora da Mulher Advogada da OAB/PB; e Marcelo Pinheiro, diretor-presidente da Fundação Napoleão Laureano.
Além do laço rosa, fica um compromisso cotidiano: dar à saúde da mulher a atenção que ela merece. No consultório, em casa ou no trabalho, isso começa por levar suas necessidades a sério, respeitar seus sentimentos e estar presente. Nenhuma mulher precisa demonstrar força o tempo todo para merecer cuidado.
