Em uma campanha atravessada pelas redes sociais, Lucas Ribeiro percorre bairros de João Pessoa e aposta na presença, na escuta e no olho no olho para estreitar a relação com o eleitor.
A política pode ter incorporado algoritmos, vídeos rápidos e estratégias digitais, mas a campanha de 2026 está mostrando que nenhuma tecnologia substitui completamente o encontro. Na Paraíba, candidatos voltam às ruas, atravessam bairros e municípios e recuperam uma forma tradicional de conquistar confiança: chegar perto, ouvir, abraçar e assumir compromissos diante do eleitor.
Foi nesse ambiente que o governador e candidato à reeleição Lucas Ribeiro (Progressistas) percorreu, nesta segunda-feira (14), as ruas do Valentina Figueiredo, em João Pessoa. Ao lado da candidata a vice-governadora Lígia Feliciano (União Brasil), Lucas conversou com moradores e comerciantes de um dos bairros mais populosos da Capital.
A caminhada revela uma escolha que vai além do calendário eleitoral. Em vez de limitar a comunicação aos palanques e às telas, a campanha busca transformar cada bairro em espaço de escuta e aproximação. No Valentina, Lucas defendeu que o crescimento de João Pessoa precisa ser percebido na rotina das famílias, da infraestrutura da rua ao acesso à saúde, à educação e às oportunidades.
“É na rua, conversando e ouvindo as pessoas, que a gente entende onde precisa avançar e transforma essas demandas em trabalho”, afirmou o governador.
No mesmo dia, Lígia Feliciano conduziu uma caminhada na comunidade Aratu, em Mangabeira VIII. A presença da candidata a vice em outro território populoso da Capital ampliou o movimento da chapa e reforçou uma estratégia de ocupação política construída bairro a bairro.
Valentina e Mangabeira não são apenas pontos de passagem em uma agenda. São territórios com demandas próprias, identidade comunitária e peso eleitoral. Caminhar por essas regiões significa entrar em contato com uma cidade que nem sempre cabe nos discursos oficiais e que cobra resultados diretamente na porta de casa.
A campanha digital amplia o alcance, mas é na rua que o discurso enfrenta a realidade. O abraço pode aproximar, a conversa pode revelar prioridades e o olho no olho pode gerar confiança. Mas o verdadeiro compromisso começa quando a escuta deixa de ser apenas gesto eleitoral e se transforma em política pública.
Palmo a palmo desse chão, a política paraibana volta a descobrir que presença também comunica. E que, entre uma tela e outra, o eleitor ainda espera ser visto, ouvido e reconhecido.

