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Papa Francisco alerta para riscos da inteligência artificial e pede regulamentação urgente

ROME, ITALY - JANUARY 25: Pope Leo XIV leads the celebration of the Second Vespers on the occasion of the Solemnity of the Conversion of Saint Paul at St. Paul's Basilica, on January 25, 2026 in Rome, Italy. On the feast of the Conversion of St Paul, which marks the close of the Week of Prayer for Christian Unity, Pope Leo invited Christians to continue on their shared mission of spreading the Gospel to all. (Photo by Alessandra Benedetti - Corbis/Corbis via Getty Images)

O papa Francisco fez um alerta sobre os riscos da inteligência artificial (IA) em discurso recente, destacando a preocupação com sistemas excessivamente “afetivos” e a necessidade de regulamentação para essa tecnologia. O pontífice chamou a atenção para os desafios que a tecnologia traz às relações humanas e ao comportamento social, ressaltando a importância de um controle ético e legal sobre o avanço das máquinas inteligentes. Essa fala ocorre em um momento em que a IA se expande rapidamente, impactando diversos setores e a vida cotidiana.

Durante seu pronunciamento, o papa explicou que a inteligência artificial deve servir para o bem comum, mas advertiu contra o uso indiscriminado que pode levar ao afastamento da empatia e da solidariedade entre as pessoas. Ele referiu-se a uma forma de IA “afetiva”, que procura simular emoções humanas, mas sem a verdadeira compreensão ou responsabilidade moral. Essa característica, segundo ele, pode criar relações artificiais e fake de sentimentos, que não substituem os vínculos reais.

Além disso, Francisco pediu que governos e instituições trabalhem juntos na criação de normas que regulem o desenvolvimento e a aplicação da IA, para evitar abusos e garantir que as tecnologias sejam usadas de maneira segura e positiva. O papa enfatizou a urgência dessa discussão global, dado o rápido avanço da inteligência artificial em áreas como comunicação, trabalho e educação, que tem potencial para transformações profundas na sociedade.

O alerta do chefe da Igreja Católica reforça o debate sobre os limites éticos da tecnologia e a importância de políticas claras para sua governança. O avanço da IA deve estar alinhado com valores humanos essenciais, para que os benefícios sejam reais e os riscos minimizados. A expectativa é que esse tema ganhe mais espaço nas agendas públicas, envolvendo a colaboração entre especialistas, líderes religiosos e decisores políticos.

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