A economia brasileira apresentou um crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026, em comparação aos três meses anteriores, segundo dados divulgados pelo IBGE. O Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, atingiu R$ 3,3 trilhões no período. O resultado ficou dentro das expectativas do mercado financeiro e reflete um movimento de expansão que também é percebido na comparação anual.
O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pelo setor agropecuário, que cresceu 2,0%, seguido pela indústria, com alta de 1%, e pelo setor de serviços, que avançou 0,5%. Segundo o IBGE, o crescimento foi sustentado tanto pela produção interna quanto pelo aumento do consumo das famílias, que teve elevação de 1,0%. Esse setor é um dos mais relevantes, já que concentra cerca de 70% da atividade econômica nacional.
Outro fator que contribuiu para o avanço foi o aumento dos investimentos em máquinas, equipamentos e construção, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que subiu 3,5% após uma queda no trimestre anterior. Por outro lado, o setor externo apresentou um resultado menos favorável, com uma redução de 1,7% nas exportações e um aumento de 4,4% nas importações, sugerindo uma demanda maior por produtos e insumos estrangeiros.
Com esses resultados, a economia acumula uma alta de 1,8% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e uma elevação de 2,0% no acumulado dos últimos quatro trimestres. O cenário atual mostra que, embora o consumo governamental tenha registrado um crescimento moderado de 0,4%, o fortalecimento das famílias e a retomada dos investimentos foram os pilares que garantiram a evolução positiva do PIB neste início de ano.
