O Partido Progressista (PP) anunciou oficialmente nesta sexta-feira (31/7) que permanecerá neutro nas eleições de 2026. A decisão impede que a senadora Tereza Cristina, líder da legenda no Senado, integre a chapa presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL) como vice, frustrando as negociações que haviam avançado nos últimos dias.
A resolução foi tomada após o presidente nacional do partido, Ciro Nogueira, realizar consultas aos diretórios estaduais, que optaram majoritariamente por não apoiar formalmente nenhum candidato à Presidência. Tereza Cristina, que inicialmente havia aceitado o convite de Flávio Bolsonaro, acatou a orientação partidária e confirmou que não haverá convocação de convenção nacional para reverter o quadro.
Além da questão política, a sigla apontou barreiras estatutárias para uma mudança de rumo, já que o regulamento exige uma antecedência mínima de oito dias para a convocação de convenções. Com o prazo final para os eventos partidários se encerrando em 5 de agosto, a cúpula do partido avalia que não há tempo hábil para buscar consenso em torno de uma coligação, mantendo o distanciamento da disputa.
Com a recusa do PP e de outras legendas do Centrão, a campanha de Flávio Bolsonaro enfrenta dificuldades para consolidar alianças. Diante do cenário de isolamento, cresce nos bastidores a possibilidade de o PL lançar uma chapa “puro-sangue”, composta inteiramente por nomes da própria sigla. A definição final sobre o candidato a vice-presidente caberá à executiva do partido e ao próprio senador.
