A coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou pedidos formais junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o senador Flávio Bolsonaro. A acusação central aponta uma suposta abertura de caminho para interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. O desdobramento jurídico busca apurar a conduta do parlamentar diante do atual cenário eleitoral.
No TSE, o pedido tramita como uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE). Esse rito processual é o mesmo que resultou na inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro. Caso a ação seja julgada procedente, o senador Flávio Bolsonaro e seu vice, Alfredo Gaspar, podem enfrentar a cassação da chapa e a perda dos direitos políticos por oito anos, ficando impedidos de disputar cargos públicos durante esse período.
O documento apresentado pelos autores da ação, que ultrapassa cem páginas, elenca diversos episódios que, segundo os proponentes, configurariam abuso de poder político, econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Entre os fatos citados estão reuniões com assessores do Departamento de Estado dos EUA, propostas legislativas para classificar grupos criminosos como terroristas e encontros com influenciadores no consulado americano em São Paulo.
Além de sustentar a existência de um suposto método de atuação, o processo argumenta que essas ações fazem parte de uma continuidade de movimentos anteriores, como episódios envolvendo sanções externas. Agora, cabe às instâncias judiciais citadas analisar as provas apresentadas e os argumentos da acusação para definir os próximos passos e a eventual abertura formal de inquéritos sobre o caso.
