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Setembro Verde: o desafio de superar o preconceito na inclusão social

O mês de setembro é celebrado como o “Setembro Verde”, período dedicado a intensificar a conscientização sobre os direitos e a inclusão das pessoas com deficiência no Brasil. Em meio às reflexões sobre o tema, a professora Nozângela Dantas, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), campus Cajazeiras, destaca que, embora o país tenha avançado significativamente na legislação, o caminho para uma sociedade verdadeiramente inclusiva ainda enfrenta desafios culturais profundos que vão além das leis.

De acordo com a docente, a promulgação da Lei Brasileira de Inclusão, em 2015, representou um marco fundamental na conquista de direitos e na mobilização política desse segmento da população. No entanto, o debate vai além do amparo legal e jurídico. A especialista enfatiza que a barreira mais difícil de ser transposta pela sociedade hoje é a atitude das pessoas diante da deficiência, destacando a indiferença como um dos maiores entraves para a convivência cotidiana e o respeito à diversidade.

Ao abordar questões práticas, a professora explica que a acessibilidade possui várias esferas, que vão desde a adaptação arquitetônica de prédios até o acesso amplo à educação e ao mercado de trabalho. Enquanto as estruturas físicas dependem de investimentos públicos e privados, a inclusão real esbarra constantemente no preconceito. Para a pesquisadora, a mudança de postura e o exercício da empatia são componentes indispensáveis para que as normas técnicas sejam efetivamente respeitadas e valorizadas no dia a dia.

Para que campanhas como o Setembro Verde alcancem resultados práticos e duradouros, a educadora defende que o foco deve ser multisetorial. É necessário investir na qualificação profissional, no fortalecimento de políticas públicas estruturantes e na abertura de oportunidades de emprego. Somente através de uma combinação entre ações governamentais, responsabilidade do setor privado e uma conscientização coletiva será possível romper as barreiras invisíveis que ainda limitam a plena cidadania das pessoas com deficiência.

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