A rede de academias Smart Fit consolidou um lucro líquido recorrente de R$ 204 milhões no segundo trimestre de 2026. Com uma estratégia de crescimento que ultrapassa as fronteiras brasileiras, a companhia agora projeta que a maior parte de seus resultados, chegando a superar 60%, venha de operações internacionais nos próximos anos. Esse cenário marca uma nova fase para o grupo, que busca diversificar suas fontes de receita além da simples abertura de unidades físicas.
O desempenho financeiro recente da empresa incluiu uma receita líquida de R$ 2,2 bilhões, o que representa um aumento de 22% em relação ao ano anterior. De acordo com o CEO Diogo Corona, o resultado foi influenciado pelo pagamento de debêntures, um termo que se refere a títulos de dívida emitidos pela empresa. Atualmente, o grupo detém 2.170 unidades espalhadas por 16 países, sendo que mais de metade dessas academias já está localizada fora do Brasil.
Para sustentar esse ritmo, a Smart Fit tem investido na criação de um ecossistema que vai além do treino tradicional, incluindo plataformas de benefícios corporativos como a TotalPass, que já conta com 2 milhões de usuários. A estratégia também passa pela seleção rigorosa de imóveis, um ativo considerado fundamental pelo comando da empresa para garantir a competitividade. Exemplo disso foi a aquisição de 60% da rede Evolve, focada principalmente no potencial de suas localizações no Centro-Oeste brasileiro.
A companhia mantém um ritmo acelerado de expansão, com 57 novas unidades abertas apenas no último trimestre. Com cerca de um terço de suas lojas ainda em fase de maturação, a expectativa é que o ganho de escala contribua para o aumento da rentabilidade futura. O foco da gestão segue voltado para a consolidação de sua plataforma de negócios e na disputa por maior participação no mercado de bem-estar corporativo.
