O Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta um momento de tensão após o ministro Alexandre de Moraes encaminhar ao presidente da Corte, Edson Fachin, um pedido de providências envolvendo o ministro André Mendonça. O caso, que movimenta os bastidores do Judiciário nesta semana, ocorre simultaneamente ao início de grandes eventos culturais no país, como o festival Rock in Rio e a Bienal Internacional do Livro de São Paulo.
A solicitação de Moraes baseia-se em relatórios da Polícia Federal que apontariam supostas irregularidades em investigações sob relatoria de Mendonça. O ministro alega a existência de indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade. As suspeitas mencionadas referem-se às operações Compliance Zero e Sem Desconto, que apuram fraudes envolvendo o Banco Master e o INSS.
Segundo o material encaminhado ao presidente do STF, as possíveis irregularidades incluem interferências na condução das investigações e na negociação de colaborações premiadas. Além disso, há citações sobre um suposto direcionamento de alvos que incluiria nomes como o próprio Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, durante o desenrolar das apurações sob responsabilidade de Mendonça.
A medida foi tomada no âmbito do inquérito das fake news, em vigor desde 2019. O ministro Moraes fundamentou sua decisão no recebimento de informações sobre relatórios da Polícia Federal, que indicariam atos voltados para a criação de provas falsas contra integrantes do tribunal. Cabe agora ao presidente da Corte avaliar os desdobramentos e as medidas necessárias diante do cenário apresentado.
