O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira, 8, a possibilidade de novos ataques militares contra alvos iranianos. A declaração ocorre após o fim do cessar-fogo entre os dois países, marcando uma escalada na tensão internacional. Apesar do cenário hostil, o governo americano indicou que as negociações diplomáticas seguem em curso por meio de representantes designados.
As novas ofensivas dos Estados Unidos foram apresentadas pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth, como uma resposta a ações iranianas contra navios comerciais no Estreito de Ormuz. Os alvos incluíram instalações subterrâneas, radares e sistemas de defesa costeira. Em retaliação, o Irã informou o lançamento de mísseis e drones contra bases americanas no Bahrein e no Kuwait, declarando que o acordo de paz firmado no mês passado perdeu a eficácia.
O impacto direto da crise atingiu o mercado global de energia, com a alta nos preços do petróleo. O Estreito de Ormuz é uma rota estratégica que movimenta cerca de 20% do comércio mundial de petróleo e gás natural. Trump mencionou que estuda retomar um bloqueio marítimo na região, especificamente direcionado a embarcações iranianas, e não descartou ataques a locais vitais para a exportação de petróleo do país, como a ilha de Kharg.
A situação dominou as discussões na cúpula da Otan, onde líderes europeus debatem a segurança na navegação da região. Enquanto o secretário-geral da aliança, Mark Rutte, classificou a reação militar americana como necessária, França e Reino Unido avaliam a criação de uma missão naval conjunta. O cenário permanece incerto, dependendo dos próximos desdobramentos diplomáticos e das decisões de segurança a serem tomadas nas próximas horas.
