O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou o andamento de novas ações de investigação judicial eleitoral envolvendo as campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro, conforme decisões divulgadas em novembro de 2026. A medida permite que os processos avancem na Justiça Eleitoral para apurar suspeitas relacionadas à disputa presidencial, embora não representem condenações ou conclusões sobre as acusações.
Atualmente, a campanha petista enfrenta um total de 14 ações na Justiça Eleitoral. Duas dessas novas ações foram admitidas pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, para discutir suspeitas de abuso de poder político e econômico. A primeira foi apresentada pela campanha de Flágio Bolsonaro e questiona o uso da estrutura da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), além da participação do ministro Sidônio Palmeira.
O segundo processo contra a campanha de Lula foi apresentado pelo partido Novo, que teve Romeu Zema como candidato, e aborda o uso da máquina pública para influenciar o pleito, incluindo medidas anunciadas pelo governo. Em paralelo, o TSE determinou a abertura de três novas investigações contra o candidato derrotado no segundo turno, Flávio Bolsonaro, focando em apurar possíveis irregularidades eleitorais.
As novas decisões dão início a uma fase de apuração detalhada dos fatos apontados pelas partes autoras das ações na Justiça Eleitoral. Os processos seguirão os trâmites legais para que os envolvidos possam apresentar suas defesas e os ministros avaliem os desdobramentos jurídicos das acusações.
