Durante participação em um programa de entrevista, o advogado Valdeci Filho analisou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, que determinou a prorrogação do horário de votação em duas horas no pleito presidencial. Ao comentar os questionamentos levantados por aliados do candidato derrotado Flávio Bolsonaro, o jurista descartou qualquer risco de anulação da eleição e apontou ausência de fundamento jurídico nas alegações apresentadas pela oposição.
Valdeci Filho iniciou sua intervenção contextualizando o histórico de contestações aos resultados eleitorais por parte da ala ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o advogado, esse grupo costuma questionar a eficiência das urnas e o processo eleitoral quando não alcança a vitória, enviando mensagens sem fundamento para a militância. O jurista também detalhou a tramitação técnica e a linha do tempo sobre a medida adotada na votação.
O especialista chamou atenção para o impacto irrisório da votação registrada durante o período estendido, confrontando o número com a margem total de vantagem obtida no pleito. De acordo com Valdeci Filho, após o fechamento regular das urnas, foram computados apenas 34 mil votos na prorrogação, enquanto a diferença de votos na derrota foi de mais de 4 milhões.
Por fim, o advogado pontuou que o direito de petição é garantido na democracia, mas desqualificou os apelos públicos pela invalidação do pleito e sugeriu maior maturidade diante dos resultados das urnas. O cenário reforça os debates jurídicos e políticos em torno do processo eleitoral brasileiro e das decisões adotadas pela Suprema Corte.
