Início Brasil Venda de remédios com receita no Mercado Livre gera polêmica no setor

Venda de remédios com receita no Mercado Livre gera polêmica no setor

O Mercado Livre anunciou o início da venda de medicamentos que exigem prescrição médica na cidade de São Paulo, a partir desta sexta-feira, 25. A decisão, divulgada durante o evento Meli Experience, permite que consumidores enviem receitas para validação por farmacêuticos da plataforma. A medida causou impacto imediato no mercado financeiro e levantou questionamentos sobre a conformidade com as normas sanitárias vigentes no país.

A Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) se posicionou contra a iniciativa, alegando que a venda de medicamentos por meio de marketplaces ainda depende de regulamentações específicas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O termo “marketplace” refere-se a plataformas digitais que funcionam como grandes shoppings virtuais, conectando diversos vendedores aos consumidores finais em um mesmo ambiente online.

Segundo a Abrafarma, a comercialização desses produtos, especialmente os que exigem retenção de receita, não estaria de acordo com a legislação atual. A entidade reforça que um comunicado da própria Anvisa, emitido em 10 de agosto, esclarece que a revogação de resoluções anteriores não libera automaticamente a venda desses itens sem uma nova regulamentação específica, um ponto que a associação pretende levar formalmente ao órgão regulador.

O anúncio também repercutiu negativamente entre grandes redes de farmácias na Bolsa de Valores. As ações de empresas como RD Saúde, Pague Menos e Panvel registraram quedas após a notícia. Enquanto o setor aguarda definições dos órgãos de fiscalização sobre o modelo de negócio, o Mercado Livre mantém o cronograma de operações, focando na demanda dos usuários por facilidade na compra de itens de saúde.

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